A nova classe trabalhadora:
Os pequenos agricultores, os pequenos comerciantes e os artesãos
formavam as novas classes do trabalho. A partir de Inglaterra,
um pouco por toda a Europa, e mais tarde em Portugal,
começavam a surgir fábricas. Os artesãos das antigas oficinas
davam lugar aos operários.
Assim, ao longo do século XIX, começou a falar-se da
(classe operária) e das suas difíceis condições de vida.
Ao operariado* ligou-se o conceito de (proletário)
(com prole - família muito numerosa - e sem bens próprios).
As condições de vida destes trabalhadores não
melhoraram durante o século XIX;
o dia de trabalho continuou a ser de mais de dez horas.
A partir de 1852, assistiu-se ao desenvolvimento das
associações de socorros mútuos,
que se preocupavam com as dificuldades econômicas dos operários
e prestavam ajuda aos familiares, em situações de doença,
desemprego, invalidez ou morte.
Mais tarde, os sindicatos
(associações de trabalhadores de um determinado ramo)
recorriam à greve (paralisação da atividade nos locais de trabalho),
para verem satisfeitas as suas reclamações
(salários mais altos, horário mais reduzido e melhores condições de trabalho).
O movimento operário procurava aumentar a sua influência,
fazendo propaganda, através de conferências,
jornais, revistas, panfletos e livros;
No entanto, a classe burguesa, em Portugal,
nunca se sentiu realmente ameaçada.
Devido à dificuldade dos transportes públicos,
muitos bairros operários foram construídos junto às fábricas,
prática que continuou durante o século XX.
Os trabalhadores recebiam um baixo salário que gastavam,
quase na totalidade, na alimentação.
Ainda hoje alguns destes bairros continuam a ser habitados.
( feito pela jornalista : crix kura )
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